segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Novo Livro de Astrologia

Pessoal, estou divulgando o produto de um amigo e irmão meu: Astrologia para Pais e  Bebês.

Posso dizer que gostei muito do material e que o mesmo está bem escrito em relação ao conhecimento astrológico moderno.

Saibam mais visitando o site: http://www.astrologiapaisebebes.com.br/?ref=E3218918D

Quer quiser adquirir o livro: http://hotmart.net.br/show.html?a=E3218918D

domingo, 14 de junho de 2015

Yesod - A Fundação Correta

Hoje falaremos sobre Yesod, a nona sephira. Muitas vezes ela é confundida com o plano astral, outras com o mundo de Yetsirah e outras tantas com algo chamado de Mundo da Imaginação. E nenhuma dessas comparações está de toda errada!

Yesod, também chamada de Fundação, é justamente isso: a fundação que existe por detrás do mundo físico, que muitos chamam de Luz Astral ou de Primeira Matéria. É também o estado de consciência que serve de suporte para o nosso estado de alerta: o subconsciente. Yesod é a morada do subconsciente.





Todas essas analogias servem para Yesod. No entanto, mesmo seu nome traz consigo uma importante dica: se pronunciado em separado e com pausa - Yah Sode - ele significa "semente secreta". E é justamente isso. Uma das reagras básicas do conhecimento místico/mágico/esotérico é a de que o subconsciente é influenciado por sugestões. Ou seja, em termos práticos, uma frase ou uma imagem ou mesmo um cheiro ou sabor e causam uma sugestão em seu subconsciente que , com certo tempo, cresce e vira uma condição. Um exemplo muito real disso se encontra no filme A Origem(Inception), que trata justamente de uma ideia que, ao ser  implantada na mente de uma pessoa, cresce e se torna um padrão de comportamento inédito para aquele ser.



Os leitores desse blog que já tem um certo conhecimento de esoterismo, já perceberam (ou executaram) esse conceito na prática. Ele pode ser encontrado em todas as vertentes da magia e, principalmente, na magia ritual e na magia do caos.

Yesod é uma energia de integração que coordena o trabalho dos átomos, moléculas e, é claro, das células que compõe nosso corpo. O melhor símbolo para Yesod seria o de uma "forma para bolo", Entretanto seu símbolo oficial é a Lua. Assim como a Lua reflete a luz do Sol, também os poderes de reprodução automática(veja parágrafos anteriores!) tem sua origem na esfera do Sol, Tiphereth.



A relação existente entre Yesod e Tiphereth indica que se a conclusão da Grande Obra está em Tiphereth, então para alcançarmos esta esfera temos que equilibramos(ou purificarmos!) as energias das esferas anteriores(Hod e Netzach) através de Yesod. Portanto, a Esfera da Lua é o Operador da Grande Obra. 

Perceba:

Malkuth: Visão do Sagrado Anjo Guardião

Yesod: Operação para o Conhecimento e Conversão do Sagrado Anjo Guardião.

Tiphereth: Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião.

Muitos podem estar boiando, pois estou apresentando conceitos que ainda não expliquei(mas que em breve terão suas explicações aqui mesmo).

Basta dizermos que em Malkuth decidimos conhecer nosso Verdadeiro Eu que está em Tiphereth. Para chegarmos lá, temos que usar e dominar Yesod com a finalidade de equilibrarmos Hod(o intelecto) e Netzach(as emoções). É como se Yesod fossem o maquinário, as engrenagens por detrás do Universo e a percepção disso é sua experiência espiritual principal!

Por esta razão, muitos confundem Yesod com o Plano Astral. Apesar do conceito de um estar relacionado com o outro, ambos não são a mesma coisa. O Plano Astral é um dos planos de consciência(ou existência) enquanto Yesod não é um plano mas um modo de vibração(ou energia) que está sim relacionado ao plano astral,mas que é em si algo muito maior. Yesod está ligada a passagem da vida para a morte(ou seria da morte para a vida? ou da vida para a vida?) como um todo.

E, no final das contas, a lição principal de Yesod é a de não confundir o real com a imagem do real. 

Ao invés de perdermos tempo pensando  sobre o que já foi e o que poderia ter sido de nossa vida, temos que viver o hoje. No lugar de pensarmos em como pode ser nossa vida, temos que fazer e agir agora.

Uma casa sem uma boa fundação tende a cair.

Conforme formos estudando Hod , Netzach e Tiphereth volte e releia este post. Tenho certeza de que você vai enxergar informações novas e surpreendentes!



Abaixo, temos as correspondências de Yesod, além de outras informações:

Yesod - A Fundação

Localização: 9ª Sephira(está no Pilar do Meio).

Outros Nomes: Inteligência Purificadora; Depósito das Imagens.

Imagem: Um forte e belo homem nu.

Nome Divino: Shaddai El Chai ( onde o Chai é pronunciado como Kai e não como xai) e Levanah.

Arcanjo: Gabriel.

Ordem de Anjos: Querubins, os fortes.

Planeta: A Lua.

No corpo humano: os órgãos reprodutores.

Experiência Espiritual: A Visão do Maquinário do Universo.

Virtude: Independência.

Vicio: Ociosidade.

Cores: O púrpura

Deuses: Ari(Tupi), Selene, Hecate, Ártemis, Changxi(Chinesa), Kalfu(Vodu). 


No Tarô: os "9" dos arcanos menores.


Exercicio:

Se você praticou os exercícios sugeridos no post sobre Malkuth, deve ter notado uma leve melhoria em sua frequência de sonhos, ou seja, você está sonhando mais. Na verdade, você está sonhando o que sempre sonhou, mas está se lembrando de mais sonhos e de mais detalhes.

A prática espiritual de Yesod é simples: anote seus sonhos, de maneira mais imparcial e detalhada possível. Use um caderno e uma caneta exclusivamente para este fim e deixe ambos perto de sua cama, para que você anote seus sonhos logo ao acordar.

Sua frequência de sonhos vai aumentar ainda mais, e isso é bom. Mais detalhes nos próximos exercícios.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Malkuth - O Primeiro Passo

Se você já leu algo sobre Cabala, deve ter recebido a informação de que Malkuth , a décima sephira, representa o plano nosso mundo físico, palpável e sensual(esta palavra ganhou uma conotação sexual nos tempos atuais, mas é significa simplesmente o que pode ser percebido e aproveitado por nossos 5 sentidos).

Se leu isso, está correto.



Agora se você leu que Malkuth é o mundo em que nós humanos vivemos, aí você leu uma informação completamente errada.

Podemos existir em Malkuth, mas viver é uma palavra forte demais: significa aproveitar, realizar, agir. Não decididamente a maioria da humanidade não vive em Malkuth. Podemos dizer que ela existe ou sobrevive em Malkuth, mas viver não.

A maioria da humanidade, em seu estado de sonambulismo terno(ou, poderíamos dizer, estado de zumbi)passa por Malkuth sem sequer notar todos seus elementos. Mais preocupados com o amanhã ou o ontem, eles falham em aproveitar o agora, que é o tempo de Malkuth. Daí o motivo da Cabala(e também do budismo , da yoga e outras filosofias e sistemas) insistirem tanto que você deve "viver o agora". Pois esse basicamente é o primeiro passo.

Entretanto poucos conseguem viver no tempo e local presente. Muitos ficam perdidos nas recordações(boas ou ruins) do passo ou nas preocupações e sonhos do futuro. As pessoas vivem mais em suas mentes ou na montanha-russa de suas emoções do que no mundo sensual, inclusive muitos dos que participam de ordens místicas , mágicas ou ocultas. Pronto, falei!



Bem, chega de enrolação. Passemos a explicar as características desta sephira!

Malkuth é o destino final das emanações de Kether. A energia da divindade passa pela multitude de caminhos e se solidifica na décima sephira, tornando-se os quatro elementos(terra, água, ar e fogo) . 

Da mesma forma, a alma humana descendeu, em um caminho involutório rumo ao plano físico.

Ora, se somos espíritos decaídos que sequer vivemos no plano material, nossa primeira missão na escalada de retorno rumo a Kether(nossa origem) passa primeiro por dominar Malkuth. Isso é óbvio! Entretanto, é muito comum o estudante espiritual negligenciar sua vida no plano físico.

Quantos ocultistas você conhece por aí que sabem bastante de "esoterismo" mas pouco sabem sobre cuidar de sua saúde ou de suas finanças?  Ou como é comum ao aspirante a místico ou a santo ser bem inclinado a seus estudos espirituais mas pouco efetivo no mundo material?

Muitos fazem do misticismo/esoterismo e outros "ismos" uma fuga. Do que eles fogem? Usando um termo técnico para aguçar a curiosidade de vocês, podemos dizer que eles fogem da "Iniciação do Nadir", que nada mais é do que o primeiro passo na senda de ascensão rumo a Kether: o espírito funcionando de forma eficiente e eficaz em Malkuth!

Isso, para quem deseja trilhar a senda de retorno, é obrigatório. Não aceitar este fato é ficar perdido em Qulipoth junto com todos aqueles que você considera como pessoas mundanas pouco iluminadas(ou talvez alguns deles não estejam tão perdidos assim!).

O titulo de Malkuth no Sepher Yetsira é "Inteligência Resplandecente". Isso nos dá uma ideia de muita Luz. Malkuth é o ponto de foco(concentração)da Luz de Kether .

Falando nisso, vamos colocar algo que muitos livros sobre Cabala possuem: uma lista das correspondências desta sephira!



 Malkuth - Reino

Localização: 10ª Sephira, está na base do Pilar do Equilíbrio(também chamado de Pilar do Meio).
Outros nomes: Inteligência Resplandecente, Jardim do Éden, O Fruto Do Jardim do Éden, O Portal do Jardim do Éden, Plano Material Primário,Portal da Morte, Portal das Lágrimas, A Mãe Inferior, Malkah,  Corpo Físico.

Imagem: uma jovem mulher sentada em um rico trono e coroada. Possui cabelos pretos e curtos. Veste uma capa(estilo a do Superman) preta e um robe(ou balandrau) branco. Sua coroa é de prata. Possui em sua cintura um cinto de ouro. E, as vezes, uma foice prateada em sua mão direita.

Nomes divinos: Adonai Ha Aretz e Adonai Meleck.

Arcanjo: Sandalphon

Ordem de Anjos: Ashin, as almas de fogo.

Palácio: Cholem Ha Yesodoth, a esfera dos elementos.

Planeta: A Terra, mais apropriadamente os quatro elementos.

Outros símbolos: o pantáculo, o sal, vinhas, trigo, o altar cúbico, a cruz maltesa, o círculo mágico, o triângulo da evocação, X.

No corpo humano: os pés.

Cores: Citrino, verde oliva(ou "verde claro"), preto e "vermelho escuro"(na verdade, um castanho avermelhado).

Virtude: descriminação.

Vicio: A Avareza e a Inércia.

Experiência Espiritual: O Conhecimento e a Conversação com o Sagrado Anjo Guardião.

No Tarô: os "10" dos arcanos menores.

Os nomes de "portal da morte" e "portal das lágrimas" podem assustar, mas como dizia Dion Fortune, "cada pessoa vive para morrer e morre para viver" e "para a consciência maior o útero é uma sepultura e a sepultura é um útero". Nascimento e morte são ambos experiências de nascimento e de morte e a iluminação que muitos buscam trata-se também de um nascimento que também é uma morte.. Confuso? Não é não. É apenas uma verdade inconveniente.

Perder o medo da morte e aceitá-la como algo natural e necessário é uma das lições de Malkuth. Viver a vida de forma plena e atenciosa também!

Por isso temos que cuidar bem de nosso corpo físico, pois ele não é menos sagrado que nossa alma. Meditar, orar e praticar diversas artes esotéricas podem levar a uma experiência legal com nossa alma, mas se estivermos doentes ou fora de forma , pouco desse lado espiritual poderá ser conseguido.



Alguns podem estranhar na lista acima o nome de Sandalphon como arcanjo. Para práticas cabalistas elementares, ele está correto. Mas alguns puristas podem dizer que estou ensinando errado, então eu logo digo que Sandalphon, de fato, é o arcanjo do planeta Terra. O arcanjo de Malkuth é Metratron e o arcanjo de elemento terra é Uriel. Entretanto, usem Sandalphon para seus trabalhos elementares com a Arvore da Vida.

Os vícios de Malkuth são a avareza e a inércia. A inércia ataca 100% das pessoas que desejam mudar sua vida, evoluir espiritualmente ou que entram em uma ordem iniciática. Determinação , perseverança e pureza de propósito são essenciais. Com isso, fica claro que a descriminação é o segredo.



Discriminar tem um peso negativo nos dias de hoje(logo pensamos em discriminação racial, religiosa, etc), mas nada mais é que o bem pesar e escolher. Nas iniciações de muitas ordens, duas pergunta são comuns nos rituais: "O que você quer?" e "de onde vem?". Geralmente as respostas  " quero iluminação" e "venho das trevas da ignorância".

Usar a discriminação é evitar que você se junte a uma ordem iniciática para fugir das coisas ruins de sua vida(justamente o oposto de Malkuth!). E também evita que você caia nas mãos de falsos profetas,  falsos gurus e falsos mestres.

Falei acima sobre pureza de propósitos. Isso também determina como a Avareza deve ser combatida, pois a partir do momento que sua intenção é pura(não confundir com boazinha, embora também deva ser as vezes), sua necessidade de ficar apegado a sua situação atual(ou a "coisas"...) desaparece, pois você entende que tudo é passageiro e para que o novo aconteça, deve existir um espaço aberto para o mesmo.

Antes de irmos para a prática, vamos falar da experiência espiritual de Malkuth. Muitos acham que essa experiência é de Tiphereth e de fato na sexta sephira temos o segundo passo desta experiência. Em Malkuth temos o primeiro, que é a visão dessa experiência.


Não entendem visão como imagem ou aparição. É a visão de sua missão em vida, do que deve ser feito para completar seu destino evolucionário. Mas mesmo "visão" é um termo muito aberto, com muitas interpretações. Nem tentem entender, pois essa experiência é inefável, e não pode ser explicada em palavras. Apenas a busquem, se quiserem.



Práticas

1. Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola são muito recomendáveis para aqueles que possuem fé cristã e que não fazem parte de nenhuma odem iniciática. Pesquisem e pratiquem!

2. Um exercício comum em muitas ordem é o de, antes de dormir, relaxar o copor e fazer uma retrospectiva de como foi o seu dia, só que de trás para frente. Comece lembrando a ultima coisa que te aconteceu e aí vá retrocedendo, como num filme, até chegar a primeira coisa que você fez ou pensou no dia. se por acaso notar alguns momentos em que você agiu de forma incorreta, não se recrimine, apenas se perdoe. Da mesma forma, se notar momentos em que agiu corretamente, não se elogie, apenas admita que agiu de forma correta. Pode ser que note ações negativas ou positivas de outras pessoas em relação a você. Apenas abençoe essas pessoas, desejando luz e bem a elas. A prática constante desse exercício vai lhe trazer algumas boas surpresas...

3. Coma alimentos saudáveis e, em cada refeição, abençoe sua comida. Coloque suas mãos acima de seu prato e peça que essa comida seja abençoada para que seu corpo seja nutrido e fique forte para a realização da Grande Obra. Não menospreze isso!

4. Continuando a prática acima, faça exercícios diários. Se possível entre em uma academia. Cuide de sua saúde!

Talvez você imagina-se que eu iria passar rituais elaborados. Mas não! Caso você esteja em uma ordem iniciática, siga os rituais que esta te recomenda. Caso não esteja, use apenas o que eu disse e já vai ter uma mudança verdadeira em sua vida.

Em muitas ocasiões vou soar repetitivo, inclusive dentro do mesmo post. Isso é intencional e tem a ver com o assunto deste texto.

Em muitos cursos de Qabbalah ou Kabballah é ensinado que o estudo da árvore da vida começa com Kether. Isso pode ser se você quiser apenas momentos de paz, mas a verdadeira evolução ocorre no plano físico. Temos uma tendência em querer o que é distante e misterioso, mas o primeiro passo na senda de retorno sempre será Malkuth.

Fontes consultadas(e recomendadas!):

A Practical Guide to Qabalistic Symbolism - Gareth Knight
A Cabala Mística - Dion Fortune


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Duas Versões da Árvore da Vida

Ao pesquisar sobre a Árvore da Vida, é muito provável que você se depare com diferentes formatos e diferentes explicações sobre sua referida aparência afirmando que a mesma é correta. E todas estão certas!

A Árvore da Vida, enquanto símbolo inexistia na Kabbalah Judaica até bem pouco tempo atrás, tipo menos de 40 anos. A religião judaica, assim como o islamismo, proíbe gravuras que tenham o intento de retratar as coisas divinas e é por isso que você não vai encontrar material antigo que mostre o formato da árvore. Pelo menos não feito por judeus.

Na época do Renascimento, alguns praticantes cristãos de Cabala deram forma a Árvore da Vida e, com isso, o símbolo que conhecemos apareceu.



Entretanto, conforme a Cabala foi sendo adaptada para a religião cristã e, principalmente , os sistemas místicos ocidentais, muitas formas para se representar a mesma foram surgindo. 

Praticamente cada movimento/ordem/religião desenhava a Árvore da Vida de uma forma diferente até que, com o surgimento de grandes autores cabalistas no século 19 , as diferentes formas de se desenhar a Árvore da Vida condensaram-se em duas principais.

A primeira da que vou falar está logo baixo:


Esta forma da Árvore da Vida é a que você vai encontrar em cursos de Kabbalah judaica abertos para não judeus, como os ministrados pelo Kabbalah Centre. Esse símbolo é derivado dos ensinamento do rabino Isaac Luria e, por isso, é chamado de Árvore da Vida Luriânica.

Foi este mesmo formato que foi utilizado por grandes ocultistas como Papus e Eliphas Levi . As ordens martinistas e algumas ordens rosa-cruzes o utilizam até hoje em seus ensinamentos.

Já a segunda forma, e a mais popular,  é a abaixo:





Sua popularidade é devida a Ordem Esotérica da Golden Dawn, onde era utilizada exaustivamente. Grandes autores como MacGregor Mathers, A.E. Waite, Dion Fortune, Aleister Crowley, Israel Regardie e Paul Foster Case utilizavam esta versão em seus livros.

Ela é chamada de Árvore da Vida Hermética e é esta a versão que adotarei neste blog.

Mas qual dessas versões é a correta? Ambas são bastante diferentes na posição das sephiroth e dos caminhos. Isso não daria xabu?

A resposta é não. A Árvore da Vida não possui realidade objetiva. Em suma, ela não existe. Ela é um símbolo usado para auxiliar o ser humano em sua evolução espiritual. Ambas as versões, no tocante ao tratamento dos caminhos e das sephitoth estão corretas, pois o que faz o ser humano evoluir espiritualmente não é o estudo dos símbolos e sim do que o símbolo deseja mostrar. E , nisso, ambas são idênticas.

Neste blog , todos os posts serão baseados em material de estudo que leve em consideração a segunda versão da Árvore da Vida e os autores que com ela trabalharam. Se você participa de alguma ordem que use uma versão diferente, mesmo assim terá muito a aproveitar!

A partir do próximo post, vamos mergulhar fundo em cada uma das sephiroth. Até lá!


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Nome Sagrado na Cabala

Um dos elementos mais importantes da Cabala, e da religiosidade Judaico-cristã, é o nome de Deus.

Composto por quatro letras, יהוה(da direita para a esquerda Yod He Vav He) , ele é considerado impronunciável, mas mesmo assim o ser humano já tentou muitas vezes transcrevê-lo para a linguagem falada. A mais comum interpretação é Yehovah, e dessa pronuncia surgiram tanto o Jehová dos países de língua inglesa tanto quanto o Jeová dos países de língua portuguesa. Mas muitos estudiosos afirmam que a pronuncia que mais se aproxima do original seria Yaweh que em português é traduzido em muitas bíblias como Javé.

A pronuncia original perdeu-se muito antes do advento do cristianismo.Ela era um conhecimento reservado apenas aos sumo sacerdotes do judaísmo. E o mesmo só podia pronunciar o nome sagrado em um dia especial, o dia do Yon Kippur, o dia da expiação dos pecados. Nesse dia, o sumo sacerdote adentrava uma parte do templo chamada de Santo dos Santos(onde estava a Arca da Aliança) e pronunciava o nome sagrado da forma correta.

Infelizmente , quando da invasão da Babilônia, tanto o conhecimento(devido a morte de muitos dos sacerdotes) quanto o Templo de Salomão(também conhecido como Primeiro Templo) foram destruídos. A Arca da Aliança teria sido escondida e estaria assim até hoje, esperando a hora certo chegar para sua volta.

Na Cabala, ele também é uma fórmula de grande importância e está associado aos quatro mundos, onde cada letra corresponderia a um destes. Isso nos ajuda a entender um conceito importante: o de associar as letras do alfabetos hebraico a outros significados, como números , elementos e mesmo planos de existência.

י : está associado a Atziluth e, portanto, também ao elemento Fogo.

ה: está associado a Briah e ao elemento Ar.

ו: está associado a Yetzirah e ao elemento Água.

ה:está associado a Assiah e ao elemento Terra.

Conforme eu for postando aqui no blog, novas atribuições serão dadas a essas letras. O importante agora é justamente ir mostrando que o alfabeto hebraico e a Cabala são "muito mais do que parecem ser".
Uma das interpretações é que, por uma visão alquímica da Cabala(ok, fui redundante aqui, mas foi de propósito...), cada letra seria correspondente a uma região do corpo. Podemos ver essa relação nas imagens abaixo.



Abaixo, uma imagem mais "óbvia" que a anterior:



Com isso, cria-se novas maneiras de se trabalhar os princípios da Cabala, principalmente com quem pratica cura energética(ex: reiki, Johrei, cura prânica), pois baseando na região onde se encontra o problema , temos uma ideia do elemento relacionado com aquela região e, com isso, pode-se agira diretamente não somente nos sintomas mas nas causas da doença. 

Afinal, se o indivíduo está com dor no quadril ou sofre com algum tipo de disfunção erétil, isso poderia de alguma forma estar relacionado a maneira com que ele enxerga e trata sua vida mundana, principalmente no tocante a suas posses e maneiras de se ganhar dinheiro? Ou, talvez, ele seja "cabeça dura", resistente a mudanças, e isso poderia ser uma causa de suas dores? Ou, pior, seja alguém carregado de traumas que não utiliza suas "habilidades sexuais"?

A Cabala diz que sim e, assim como a medicina chinesa, pode apontar possíveis soluções tanto para o fisioterapeuta, quando para o curador holístico e até mesmo para o psicólogo! 

É importante frisar que estudar Cabala não substitui o tratamento médico convencional(e muito menos o profissional de saúde devidamente qualificado) de nenhuma maneira, mas pode sim aumentar as chances de cura drasticamente.

Uma outra visão seria a do relacionamento entre o Tetragama Sagrado e as partes constituintes do conjunto espírito/mente/corpo do ser humano:

Yod: Superconsciência.

He: Subconsciente.

Vav: Consciência objetiva.

He: Corpo físico.

Utilizando de uma linguagem poética, podemos ver Yod e o primeiro He como, respectivamente, o "Pai" e "Mãe" universal, enquanto Vav seria "o Filho". Juntos , eles seriam o individuo, que toma residência com sua "noiva", o He final, relacionado ao corpo físico.

Sim, para aqueles especialistas em Bíblia, o parágrafo anterior contém uma chave muito importante. Já o restante deve ter achado meio enigmático, mas cada coisa a seu tempo.

Continue conosco. No próximo post examinaremos as diferentes versões da Árvore da Vida. Até lá!






domingo, 26 de outubro de 2014

A Fórmula do Paraiso


Antes de começarmos a detalhar as sephiroth e os caminhos entre elas de forma detalhada, é importante falarmos de um importante assunto: a Fórmula do Paraíso.

Esta "fórmula" é usada como método de estudo da Árvore da Vida e carrega, dentro de si, correspondências importantíssimas para a compreensão da mesma. É uma formula secreta que é usada para decifrar textos sagrados, principalmente aqueles que fazem parte do Pentateuco(os cinco primeiros livros do antigo testamento da Bíblia). Ela também pode ser utilizada em outros livros tradicionais da Cabala.

A fórmula é a seguinte: Pshat, Remez, Drosh e Sod. Ela é abreviada como PRDS e pode ser entendida como:

P: o entendimento do texto em seu sentido literal.

R: o entendimento do texto em seu sentido simbólico.

D: o entendimento do texto em seu sentido pessoal(o que o texto "diz para você").

S: o entendimento do texto em seu sentido secreto(usando aqui, em diversas vezes, a gematria).

Uma das maneiras de se referir a esta fórmula é escrevendo PaRDeS, (pronuncia: Pardés), que significa Paraíso.

Esta formula, se bem entendida, não se limita a textos sagrados e pode ser aplicada a tudo. Sim, literalmente TUDO.

Por exemplo, quando um homem conhece uma garota, a primeira coisa que ele "nota" é a sua aparência(sentido literal). Logo depois, muitas vezes de forma inconsciente, a aparência da garota(roupas, forma com que arruma o cabelo, maquiagens, tatuagens, etc)faz com que ele gere uma interpretação da possível personalidade da garota(careta, rebelde, desleixada, elegante, etc). Esse é o sentido simbólico!

Após conversar com a garota, ele já tem um quadro da garota: ela já causou uma impressão em seu interior, tanto mental quanto emocional(sentido pessoal) e, com isso, ele já pode traçar alguns hábitos e comportamentos dela em outros ambientes(sentido secreto).

Esse exemplo é bem superficial, mas mostra uma utilização convencional da fórmula. Ela pode ser também utilizada no mundo dos negócios, dividindo um planejamento em quatro partes : estratégia(P), tática(R), operacional(D) e funcional(S).

Essa flexibilidade da fórmula ocorre porque ela é, na verdade, um espelho dos quatro mundos dos quais falamos. Com isso em mente, fica fácil estabelecer muitas comparações, inclusive com o funcionamento da mente humana. Veja abaixo a correspondência de cada mundo com a respectiva letra:

P: Assiah

R: Yetzirah

D: Briah

S: Atziluth

No próximo post daremos continuidade a explicações sobre a Árvore da Vida. Até lá!



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Os Quatro Mundos e a Luz Infinita

Antes de delinearmos a Árvore da Vida e seus componentes, faz-se necessária uma explicação sobre a seguinte questão: o que são , afinal essas esferas?

É impossível estudar Cabala de uma perspectiva ateia, pois em sua essência, as esferas da Árvore da Vida são emanações do Criador. Não importa se você esse criador de Deus, Jeová, ou qualquer outro nome. É premissa básica da Cabala que o Criador decidiu se fazer presente , criar o universo, e a Árvore da Vida é o mais próximo que podemos chegar da ideia original do Criador a respeito de sua criação.

A Árvore da Vida não é o esqueleto de Deus, nem Sua representação. Essa seria uma interpretação panteísta(a ideia de que Deus está em tudo e todos e é tudo e todos). Já a Cabala é teísta(acredita na existência de Deus e em sua revelação através das religiões) ou, em algumas vertentes modernas, deísta(acredita que Deus existe, mas o coloca distante de sua criação). Para a Cabala, Deus é um ser real e dotado de consciência, ainda que totalmente incompreensível.

Ela é uma descrição aproximada de como a Luz Divina se manifesta em nosso universo.
Deus, na Árvore da Vida, estaria então acima de Kether, a esfera mais alta. Mesmo essa descrição ainda não faz jus ao local de existência da divindade na Cabala, mas é a única que podemos compreender. O Criador , portanto, estaria situado imediatamente além das emanações acima de Kether e que dão origem a toda a árvore. Essas emanações, com suas traduções aproximadas, são:




1- Ain: O Nada

2- Ain Soph: O Nada Infinito

3- Ain Soph Aur: A Luz Infinita

Repare que a palavra nada acima não significa algo que não existe, e sim, algo que não pode ser descrito, pois antecede o próprio conceito da existência de alguma coisa(ou de qualquer coisa). Atenção nisso!

É um conceito deveras complexo, e que pode ser simplificado com o estudo do livro do Gênesis, em seus primeiros trechos.

Os Quatro Mundos

Voltando a falar da Árvore da Vida, temos outro importante conceito: o de sua divisão em quatro mundos. Eles são os seguintes:

1. Atziluth, o Mundo do Arquétipo

2. Briah, o Mundo da Criação

3. Yetzirah, o Mundo da Forma

4. Assiah, o Mundo da Ação

Esses mundos podem ser considerados como cada um sendo composto de uma única Árvore da Vida ou como sendo uma única Árvore da Vida dividida em quatro seções.

No primeiro modelo, cada mundo conteria uma Árvore da Vida completa, com suas dez esferas e estariam ligados entre si por suas esferas inferiores e superiores. Por exemplo: a sephira Kether contida no mundo de Assiah estaria ligada a esfera Malkuth do mundo de Yetzirah. Alguns autores vão mais longe e afirmam que Kether de Assiah seria a Malkuth de Briah, enquanto Tipheret de Assiah seria Malkut de Yetsirah. Nesta  visão, a mais difundida e aceita,  Tipheret seria o elemento de ligação entre os mundos. Nesse modelo temos, numa visão geral, quatro Árvores da Vida, totalizando 40 esferas. Um número repleto de significados e simbolismos, principalmente na Bíblia.




A esse primeiro modelo geralmente é atribuído o nome de Escada de Jacó.

Já o segundo modelo divide a Árvore da Vida em quatro segmentos. Se as esferas são as emanações da Divindade feitas universo, então a divisão das mesmas em quatro grupos distintos facilita sua compreensão, pois assim podemos situa-las em uma escala energética. Cada mundo na Árvore da Vida, pode ser representado tanto por um dos quatro elementos, quanto por uma das características da alma humana, entre outras correspondências.




Seguem abaixo uma descrição breve dos quatro mundos, bem como de suas correspondências:

Atziluth

É também chamado de Plano Divino. Corresponde ao elemento Fogo e é constituído pelas sephiroth Kether, Chockmah e Binah.Nesse ponto, a Criação ainda está intimamente unida a Luz Infinita e , portanto, em intimo contato com o Criador.

Briah

É também chamado de Plano Mental. Corresponde ao elemento Ar e é constituído pelas sephiroth Chesed, Gevurah e Tipheret. Aqui os arquétipos, já distantes da Luz Infinita, começam a tomar forma através das ideias e com isso, aparecem as primeiras divisões , contrastes e desequilíbrios. Isso de um ponto de vista descendente é claro! De um ponto de vista ascendente, subindo a partir de Malkuth, podemos dizer que é nesse mundo que o equilíbrio começa a se estabelecer.

Yetzirah

É também chamado de Plano Astral ou de Plano Emocional.  Corresponde ao elemento água e é composto pelas sephiroth Hod, Netzach e Yesod. Aqui a Luz Infinita, ainda mais distante do Criador, toma a forma das emoções. A idéia vira uma imagem e , com isso, multiplicam-se as interpretações. "Mente" e "coração" são equilibrados pela Espiritualidade e nela os sonhos se encontram com o reino dos mortos. E não poderia ser diferente...

Assiah


É também conhecido como Plano Físico ou Material. É, até certo ponto, o mundo que consideramos como "real". Ele corresponde ao elemento terra e está tão afastado da Luz Infinita que reinam as divisões e as dualidades. Mas existe uma esperança: ao se dedicar a materialidade ao retorno a Luz Infinita pode-se "subir" a Árvore da Vida e a cada caminho recuperar o tão desejado equilíbrio. É aqui que temos a primeira (e talvez  maior) lição da Cabala: é aplicando a discriminação no mundo material, e não fugindo dele, que conseguiremos ascender espiritualmente.